quarta-feira, 18 de junho de 2008

The Dark Side of The Rainbow ou Dark Side of Oz

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Dark Side of the Rainbow (em português, O Lado Sombrio do Arco-íris) é o nome dado ao efeito criado ao tocar o álbum conceitual do Pink Floyd The Dark Side of the Moon de 19731939 O Mágico de Oz. O efeito consiste no fato de que há diversos momentos em que uma obra corresponde a outra, seja por parte das letras das músicas ou pela sincronia áudio-visual. O nome do efeito vem da combinação do título do disco (The Dark Side of the Moon seria O Lado Sombrio da Lua, uma metáfora para ilustrar os conceitos de lado negativo da mente e da vida) e da icônica canção do filme Over the Rainbow (Além do Arco-Irís).

História

Apesar de famoso, a origem do efeito é misteriosa, bem como as ocorrências que levaram à sua descoberta. Em 1994, fãs do Pink Floyd discutiram o fenômeno no grupo de discussão da Usenetalt.music.pink-floyd. Naquele ponto, já não mais se sabia de quem foi a idéia de combinar as duas obras.

Desde então, passou a ser constantemente abordado pela cultura popular. Em Agosto de 1995, um jornal em Fort Wayne, Indiana, publicou o primeiro artigo na grande mídia sobre a sincronicidade (o artigo pode ser lido na íntegra nesse site). Logo após, vários fãs começaram a criar sites aonde descreviam suas experiências, procurando catalogar os momentos de sincronia. O efeito ganhou mais notoriedade em Abril de 1997, quando um DJ de uma rádio de BostonMTV News. discutiu o fenômeno no ar, levando à mais uma série de artigos na mídia e um segmento no

Em Julho de 2000, o canal à cabo Turner Classic Movies exibiu O Mágico de Oz com Dark SideFamily Guy fazia menção ao efeito. como uma trilha-sonora opcional. Naquele mesmo mês, um episódio da segunda temporada da série animada

Várias bandas fizeram alusões ao fenômeno. Em Fevereiro de 2003, a banda de reggae Easy Star All-Star (especializada em fazer versões cover ao estilo dub) lançou um disco chamado Dub Side of the Moon, uma versão dub de Dark Side of the Moon, que alegava ter sido editado intencionalmente para ser "compatível" com O Mágico de Oz. Em Junho de 2003, a banda de rock alternativo Guster lançou um disco contendo uma canção chamada Come Downstairs & Say Hello, que abre com os versos "Dorothy moves/To click her ruby shoes/Right in tune/With Dark Side of the Moon." ("Dorothy se move/Fazendo barulho com seus sapatos cor de rubi/Conforme à melodia/de The Dark Side of the Moon"). Em Junho de 2006, a tira cômica Born Loser trazia uma piada sobre um homem que ficou com dor-de-cabeça enquanto ouvia Dark Side of the Moon enquanto assistia O Mágico de Oz.

Sincronicidade

Os fãs já conseguiram compilar mais de 100 momentos de conexão entre o filme e o disco, incluindo algumas que são obtidas quando o disco é repetido para se encaixar com o excedente do filme. Por exemplo, o verso "balanced on the biggest wave" ("balançado na maior das ondas") de Breathe é cantando enquanto Dorothy balança em cima de um muro; "who knows which is which" ("quem sabe quem é quem") de Us and Them é cantado enquanto as bruxas boa e má se confrontam; "the lunatic is on the grass" ("o lunático está na grama") de "Brain Damage" é cantado enquanto o Espantalho, cujo corpo é preenchido com grama seca, age freneticamente como um louco; e as batidas de coração ressoam enquanto Dorothy encosta seu ouvido no peito do Homem de Lata.

Esse efeito de sinergia foi descrito como um exemplo de sincronicidade, definido pelo psicanalistaCarl Jung como um fenômeno aonde eventos coincidentes "parecem relacionados mas não podem ser explicados pelos mecanismos convencionais de casualidade". Detratores negam a veracidade do efeito, afirmando que o fenômeno é o resultado de uma tendência da mente de pensar que reconhece padrões desordenados por descartar informações que não se encaixam. Psicológos se referem à essa tendência pelo nome confirmation bias. Sob essa teoria, o entusiasta de Dark Side of the Rainbow iria simplesmente se focar nos momentos coincidentes e ignorar um grande número de momentos aonde o filme e o disco não correspondem.

Acidental ou planejado?

Os membros do Pink Floyd repetidamente insistem que o fenômeno é pura coincidência. Em uma entrevista para o 25º aniversário do disco, o guitarrista e vocalista David Gilmour negou que o disco foi escrito intencionalmente para ser sincronizado com Oz, dizendo que "Algum cara com muito tempo livre teve essa idéia de combinar O Mágico de Oz com Dark Side of the Moon" [1] . Em um especial da MTV sobre o Pink Floyd em 2002, a banda negou qualquer relação entre o disco e o filme, dizendo que na época da gravação de Dark Side não havia tecnologia para reproduzir o filme no estúdio ao mesmo tempo que gravavam o álbum. Em 3 de Março de 2006, na conferência Canadian Music Week, em Toronto, o engenheiro de som do disco, Alan Parsons, afirmou para a platéia durante uma sessão de perguntas-e-respostas de que não houve nenhum esforço de integrar o disco com o filme.

O álbum ao vivo P.U.L.S.E., cujo set-list incluí Dark Side of the Moon na íntegra, traz algumas referências à sincronia. A fala masculina em Great Gig In The Sky, que originalmente dizia "I never said I was frightened of dying" ("Eu nunca disse que tinha medo de morrer"), mudou para "I never said I was frightened of Dorothy" ("Eu nunca disse que tinha medo de Dorothy"). A ilustração da capa - um disco imitando um globo ocular, com um sol sendo eclipsadoíris - trás escondida algumas imagens referentes ao filme, como uma ilustração de uma garota com sapatos vermelhos e a silhueta do Homem de Lata. Apesar de muitos acharem que essas referências fortalecem a teoria de que o efeito foi de fato planejado, a fala e as imagens podem ter sido idéia da Sony BGM, aproveitando o auge de euforia em torno do efeito na época - e provavelmente sem nenhum aval ou mesmo conhecimento do feito por parte de algum integrante da banda. substituindo a

Reproduzindo o efeito

Real ou imaginado, o efeito é geralmente criado deixando pausado um CD do álbum logo no início, iniciando o DVD ou a fita com o filme em uma TV no mute, e despausando o CD quando o leão da MGM rugir pela terceira vez. (Note que em algumas versões do filme o leão é colorido. O leão em preto-e-branco é o correto para a sincronia). Deve ser posto em loop, sendo que o disco será tocado um total aproximado de duas vezes e meia para se encaixar com a duração do filme. Uma minoria de devotos afirmam que despausar o CD logo no primeiro rugido produz uma sincronia mais perfeita.

A maior parte dos usuários exploraram o fenômeno usando a cópia original ou o relançamento de 1994 do disco. A versão de 30º aniversário, de 2003, também pode ser usada. Note que a versão de 1994 de 20º aniversário do disco (a versão incluída no box Shine On) contêm várias alterações nas marcações de tempo das faixas, então essa versão não vai criar o efeito Dark Side of the Rainbow.

Outro fator que pode afetar a qualidade da sincronia é a versão do filme. A versão em NTSC, usada nos Estados Unidos, dura 101 minutos, enquanto a versão em PAL, usada na Europa, dura 98 minutos (devido ao sistema de transferência de 25 frames por segundo, ao invés de 24). A versão recomendada é a NTSC.

Coincidências

Alguns exemplos das coincidências entre as duas obras.

Áudio-visual

  • A introdução Speak to Me muda para Breathe de acordo com a mudança do nome nos créditos iniciais.
  • Breathe muda para On the Run quando Dorothy cai do muro.
  • A cauda do cachorro Toto se move conforme os ruídos em On the Run.
  • Quando Dorothy canta pela primeira vez no filme, ela olha para o céu enquanto são ouvidos sons de avião na música;
  • Os sons de relógios na introdução de Time começam a tocar assim que Elvira Gulch aparece na bicicleta, e cessam assim que ela desce da bicicleta.
  • The Great Gig in the Sky se inicia assim que o tornado se aproxima, e suas mudanças de ritmo combinam com o clima no filme.
  • Money tem início logo quando Dorothy abre a porta para o mundo de Oz, e o filme deixa de ser preto-e-branco e se torna colorido.
  • As bailarinas dançam ao ritmo de Us and Them.

Letras

  • Tia Em aparenta dizer "leave" ("parta") para Dorothy, ao mesmo tempo em que é dito o verso "leave, but don't leave me" ("Parta, mas não me abandone") em Breathe.
  • "Look around" ("Olhe ao redor") - Dorothy olha ao redor
  • "Dig that hole" ("Cave o buraco") - o fazendeiro aponta para o chão.
  • "Balanced on the biggest wave" ("Balançar-se na maior das ondas") - Dorothy se balança em um muro.
  • "Share it, fairly" ("Compartilhe, generoso") - um Munchkin dá flores para Dorothy.
  • "Moved from side to side" ("Se moveram de um lado para o outro") - os Munchkins correm de um lado para outro quando surge a Bruxa Má do Oeste.
  • "Black and blue" ("Preto e azul") - quando é dito "black", a bruxa é vista, e é feito um close em seu rosto azul quando é dito "blue".
  • "With... without" ("Com... sem") - Em "with", Dorothy está com Toto nos braços, e coloca-o no chão conforme é dito "without".
  • "home...home again" ("em casa...em casa de novo") - Quando Dorothy volta para casa.

A capa de Dark Side of the Moon consiste em um prisma sendo atravessado por uma feixe de luz branco - que, do outro lado do prisma, se

torna colorido. Esta pode ser uma referência ao fato do filme começar preto-e-branco e se tornar colorido.

A ilustração da capa do disco se refere ao fato do tema das músicas, que falam sobre o lado sombrio da mente: os problemas relativos à tempo, dinheiro, solidão e, principalmente, loucura. Muitas interpretações sobre à história original que deu origem ao filme sugerem que todos os acontecimentos ocorridos com Dorothy após sua casa ter sido erguida por um tornado foram alucinações por parte da garota. Há ainda quem afirme que Dorothy teria morrido durante a devastação causada pelo tornado, e todos os eventos na história são uma experiência de vida após a morte - ou "lado negro" da vida.

Variações do tema

A fama de "Dark Side of the Rainbow" levou à busca de outras sincronias envolvendo outros discos do Pink Floyd. Um grande número de sincronias foi encontrado - na verdade, praticamente todos os álbuns do Pink Floyd possuem ao menos um filme. Várias delas necessitam mudanças nas ordens das músicas, o que as deixam mais improvavéis de terem sido realmente planejadas. No entanto, fatos como a presença do disco da trilha-sonora de Gigi na capa de Ummagumma, seu álbum correspondente, são o mote de várias discussões e teorias.

À luz das descobertas de sincronias com os discos do Pink Floyd, outros trabalhos de outras bandas e artistas também tiveram alguns efeitos discutidos.Apesar de nenhum efeito descoberto possuir a mesma frequência de coincidências de The Dark Side of the Rainbow, o grande número de sincronias encontradas ajuda a comprovar que, de fato, a conexão entre Dark Side of the Moon e O Mágico de Oz pode ser tão apenas e simplesmente uma coincidência, pelo fato de existirem diversas ocorrências similares. Uma lista incompleta desses outros efeitos pode ser vista no artigo: Lista de discos que sincronizam com filmes.

Pra ver o filme tu precisa gostar de Pink Floyd... se não você achará uma chatice... Não seja tão cético... mas..., Dark Side é um álbum tão misterioso, psicodélico, e pode ser interpretado do jeito que tu quiser... é pior que a Bíblia!

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The Beatles: Abbey Road


PAUL IS DEAD... PAUL IS DEAD... PAUL IS DEAD
Abbey Road
é o 12° e penúltimo álbum dos Beatles. Foi publicado em 26 de setembro de 1969, levando o mesmo nome de uma rua de Londres onde ficava o estúdio Abbey Road. Foi produzido e orquestrado por George Martin para a Apple Records.

Apesar de ter sido o penúltimo álbum lançado pela banda, foi o último a ser gravado. As músicas do último disco lançado pelos Beatles, Let It Be, foram gravadas alguns meses antes das sessões que deram origem a Abbey Road. O álbum é considerado um dos melhores do grupo e parecia que os momentos de turbulências tinham passado e tudo havia voltado ao normal entre eles.

George Martin considera Abbey Road o melhor disco que os Beatles fizeram. E não é por menos: ele é o mais bem acabado de todos, um dos mais cuidadosamente produzidos (comparável somente a Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band). Sua estrutura foi bastante pensada e discutida, e as visões discordantes dos integrantes da banda só contribuíram para a riqueza da criação final.

Também foi em Abbey Road que George Harrison se firmou como um compositor de primeira linha. Após anos vivendo sob a sombra de John Lennon e Paul McCartney, ele finalmente emplacou dois grandes sucessos com este álbum: Here Comes the Sun e Something. Ambas foram regravadas incessantemente ao longo dos anos, sendo que Something chegou a ser apontada como a segunda música mais interpretada no mundo, atrás somente de Yesterday, também dos Beatles.

Este disco foi marcado pelo uso de novos recursos tecnológicos que estavam surgindo na época. Um deles foi o sintetizador Moog, que começava a ser utilizado em maior escala dentro do rock. Ele possibilitava que virtualmente qualquer som fosse gerado eletronicamente. O Moog pode ser notado claramente em músicas como Here Comes the Sun e Because. Por seu trabalho em Abbey Road, os engenheiros de som Geoff Emerick e Phillip McDonald ganharam o Grammy.


Lista das Faixas

  • Todas as canções escritas por Lennon/McCartney, exceto onde indique o contrário:
  1. "Come Together" — 4:20
  2. "Something" (Harrison) — 3:03
  3. "Maxwell's Silver Hammer" — 3:27
  4. "Oh! Darling" — 3:26
  5. "Octopus's Garden" (Starr) — 2:51
  6. "I Want You (She's So Heavy)" — 7:47
  7. "Here Comes the Sun" (Harrison) — 3:05
  8. "Because" — 2:45
  9. "You Never Give Me Your Money" — 4:02
  10. "Sun King" — 2:26
  11. "Mean Mr. Mustard" — 1:06
  12. "Polythene Pam" — 1:12
  13. "She Came in Through the Bathroom Window" — 1:57
  14. "Golden Slumbers" — 1:31
  15. "Carry That Weight" — 1:36
  16. "The End" — 2:19
  17. "Her Majesty" – 0:23

Origens do álbum

Após as desastrosas sessões de gravação do álbum então chamado de Get Back (mais tarde intitulado Let It Be para publicação), Paul McCartney sugeriu ao produtor George Martin que os Beatles se reunissem e fizessem um álbum "como nos velhos tempos... como a gente fazia antes", gravado ao vivo, sem overdubs e, logicamente, livres dos conflitos que começaram com as sessões de The Beatles (mais conhecido como Álbum Branco). Martin aquiesceu, mas com a condição que a banda se comportasse "como nos velhos tempos", e o resultado final foi este álbum, considerado por muitos críticos como o melhor da banda.

Quando foi gravado na época do vinil, o álbum tinha dois lados bem distintos entre si, a fim de agradar tanto a Paul McCartney como a John Lennon individualmente. O lado um, que ia de "Come Together" a "I Want You", e foi feito para agradar a Lennon, é uma coleção de faixas individuais, enquanto que o lado dois (para agradar a McCartney) contém uma longa coletânea de curtas composições que seguem sem interrupção. A seqüência de juntar músicas inacabadas criadas por McCartney e Lennon em um enorme pout-pourri foi uma das grandes criações de Paul dentro dos Beatles, senão a maior. No entanto, assim como Sgt. Pepper's, considerar Abbey Road um disco conceitual é um engano.

Sobre as músicas

  1. "Come Together" (Lennon/McCartney) - A música que abre Abbey Road é uma das marcas registradas de John Lennon. Ela foi feita a pedido do guru do LSD, Timothy Leary, que concorreria a governador da Califórnia. A inspiração política não veio, mas Lennon terminou a música e a incluiu no disco. A "luz" veio de uma canção de Chuck Berry, da qual John copiou inclusive parte de um verso. No entanto, o arranjo dos Beatles é mais arrastado, onde o baixo se sobressai, com toques marcantes de guitarra. Anos depois, Lennon admitiu a "influência" e foi levado à Justiça, mas a ação acabou em um acordo.
  2. "Something" (Harrison) - A famosa balada de George Harrison é considera por muitos como o ponto alto do primeiro lado do disco. Ela representou, para críticos, a maturidade de George como compositor, marcada por uma melodia belíssima e pelo famoso estilo de guitarra do "beatle místico". Primeira música de Harrison a ser lado A de um single, "Something" foi regravada por Frank Sinatra, que a considerava uma das grandes canções de amor da segunda metade do século 20, e que, ironicamente, atribua a autoria da canção à dupla Lennon/McCartney. Já Michael Jackson, que nos anos 80 comprou os direitos das músicas Lennon/McCartney, confidenciou a Harrison que gostaria de ter a balada em seu catálogo.
  3. "Maxwell's Silver Hammer" (Lennon/McCartney) - Esta canção de McCartney foi um dos motivos de brigas durante as sessões - fato confirmado por fontes oficiais e não-oficiais. Segundo consta, os outros beatles reclamaram do tempo levado para a gravação (três dias inteiros). Paul argumentava que apenas queria "tudo dando certo". Apesar da melodia agradável, "Maxwell's Silver Hammer" conta, através de versos cheios de humor negro, a história de um maníaco homicida. Paul estava convencido de que ela seria um sucesso, o que acabou não ocorrendo.
  4. "Oh! Darling" (Lennon/McCartney) - Esta canção de Paul é mais uma brincadeira ao estilo dos anos 50 do que uma composição a ser levada a sério. Toda a banda parece se divertir, e a qualidade dos Beatles como músicos fizeram de "Oh! Darling" um número famoso. Para poder realizar o vocal gritado e rasgado que caracteriza a música, McCartney realizava apenas uma gravação dela por dia, no início da manhã, para que sua voz tivesse a força necessária.
  5. "Octopus's Garden" (Starkey) - Segunda colaboração de Ringo Starr para a banda como compositor (a primeira havia sido Don't Pass Me By, do "Álbum Branco"). A exemplo da primeira, esta canção tem uma melodia fácil e uma letra um tanto tola, mas a simpatia de Ringo e a competência dos outros Beatles em acompanhá-lo tornaram "Octopus's Garden" um número muito querido entre os fãs ao longo dos anos. Embora o baterista já tivesse tido duas músicas cantadas por ele nas paradas de sucesso ("Yellow Submarine" e "With a Little Help from My Friends"), essa foi a primeira e única vez que Ringo faria sucesso com uma composição sua nos Beatles.
  6. "I Want You (She's So Heavy)" (Lennon/McCartney) - A composição menos convencional de John Lennon em Abbey Road. Uma das músicas mais longas dos BeatlesBlues levam "I Want You" para um outro nível. Muitos críticos a consideram como uma música de rock progressivo, por sua estrutura e duração. Detalhe: o fim abrupto editado por John foi especulado representar a morte súbita de Paul, em 1966. Outra versão é de que o rolo de fita teria acabado durante a gravação. (com 7 minutos e 47 segundos), é formada por duas melodias inacabadas, unidas em uma só canção. Teoricamente esta é uma canção de amor, mas a fúria e a levada de
  7. "Here Comes the Sun" (Harrison) - Este é outro grande sucesso de George Harrison em Abbey Road, regravado inúmeras vezes ao longo dos anos. O clima cheio de otimismo desta música tem uma explicação: ela foi composta no jardim da casa de Eric Clapton, em um dia que Harrison tirou para descansar dos problemas vividos na gravadora Apple. Na letra, o "longo e frio inverno" representa a empresa. Aqui pode se notar a presença forte do sintetizador Moog, muito usado em Abbey Road.
  8. "Because" (Lennon/McCartney) - Considerada uma das mais belas harmonias da história do rock, comparável aos grandes momentos dos Beach Boys. Na gravação, as vozes de John, Paul e George entram cada uma em três canais, criando uma sonoridade peculiar. É a introdução perfeita para o medley que começa em seguida. Curiosidade: Because é a trilha sonora dos créditos finais de Beleza Americana (1999), filme de Sam Mendes.
  9. "You Never Give Me Your Money" (Lennon/McCartney) - Aqui começa a grande obra de Abbey Road, o pout-pourri formado pelas canções inacabadas de John Lennon e Paul McCartney. Esta foi criada por Paul e dividi-se, na verdade, em três cançonetas distintas: em "You Never Give Me Your Money", a letra é pessimista e mal disfarça sua insatisfação com os rumos da banda, principalmente os financeiros - culpando seu agente na época, Allen Klein. Logo em seguida entra "Magic Feeling", que é sobre estar desempregado e sem perspectivas de futuro e logo após entra "One Sweet Dream", que descreve um sonho dourado. E para finalizar, uma frase com rima, onde os Beatles contam até sete e dizem que "todas as crianças boazinhas vão pro céu".
  10. "Sun King" (Lennon/McCartney) - Um número curioso criado por Lennon, formado pelo verso "Here comes the Sun King" ("Lá vem o Rei-Sol"), seguido por várias palavras em Espanhol, Italiano e outras simplesmente inventadas, sem nenhuma conexão entre si. Os vocais lembram Because, mas não são tão elaborados.
  11. "Mean Mr. Mustard" e "Polythene Pam"(Lennon/McCartney) - Ambas as músicas são de Lennon e foram compostas na Índia, durante o retiro do grupo em fevereiro de 1968. Com um tempo de valsa e uma letra bem-humorada, Mean Mr. Mustard descreve um sovina das ruas de Londres, cuja irmã seria a Polythene Pam da canção seguinte. Para compor "Polythene Pam", Lennon se inspirou no encontro que tivera anos antes com um amigo poeta de Liverpool e sua mulher. Na ocasião, ela estava vestida com uma roupa de polietileno.
  12. "She Came in Through the Bathroom Window" (Lennon/McCartney) - A origem desta canção de Paul McCartney nunca foi confirmada. Reza a lenda que, em Nova Iorque, Linda deu sua filha Heather, então uma criança pequena, para o namorado Paul cuidar enquanto ia ao trabalho. Quando Linda voltou ao apartamento, o músico estaria tão drogado (especula-se, de heroína - ele nunca admitiu ter usado a droga) que não deixava a futura mulher abrir a porta. Ela então teve de usar a escada de incêndio e entrar pela janela do banheiro. Verdade ou não, esta história rendeu um dos Rocks mais interessantes da carreira de Paul nos Beatles, com uma letra cheia de signos e gozações.
  13. "Golden Slumbers" e "Carry That Weight" (Lennon/McCartney) - Estas são duas das mais conhecidas músicas de McCartney em Abbey Road. A primeira foi criada após o beatle ter visto em um livro a letra de uma canção homônima, criada no século XVII. Já que não teria problemas com os direitos autorais, Paul resolveu criar sobre a letra antiga uma melodia semelhante, uma vez que a letra era sobre um tema de ninar crianças. A versão que está no disco tem McCartney ao piano, acompanhado de Ringo na bateria e uma orquestra com cordas e sopros. "Carry That Weight" segue logo após, e é composta de apenas dois versos cantados pelos quatro beatles, com um arranjo semelhante ao da música anterior. No meio, ela ainda tem uma volta ao tema de "You Never Give Me Your Money". As duas canções têm presença constante nos mais recentes shows de Paul McCartney.
  14. "The End" (Lennon/McCartney) - O título desta música de Paul McCartney diz tudo: ela não só fecha o disco, mas também a carreira dos Beatles antes da separação. Os destaques dela são o solo de bateria de Ringo (o único de sua carreira, e um dos primeiros registrados na história do rock) e o verso final, considerado o epitáfio da banda, que diz: "And in the end/The love you take/Is equal to the love you make" ("e no fim/o amor que você leva/é igual ao amor que você faz").
  15. "Her Majesty" (Lennon/McCartney) - Esta é a "faixa escondida" de Abbey Road. Ela surge após um silêncio de 14 segundos, no fim de The End, e dura apenas 23 segundos, com Paul cantando acompanhado do violão. Originalmente ela estava entre as músicas "Mean Mr. Mustard" e "Polythene Pam" (O primeiro acorde da faixa é na verdade a última nota de "Mean Mr. Mustard", e a música acaba abruptamente porque ela emendaria com o primeiro acorde de "Polythene Pam"), mas como Paul não gostou da posição original da música, pediu para o engenheiro de som retirá-la e ele a colocou no final da fita matriz, onde ficou e acabou saindo no LP assim mesmo. Ela foi criada por Paul após os Beatles terem recebido os títulos de Membros do Império Britânico (MBE) das mãos de Elisabeth II, em 1965. Na primeira edição do disco, ela não foi creditada na capa do LP (vinil), apesar de vir creditada no selo do disco vinil.

Capa

A famosa fotografia da capa do álbum foi tirada do lado de fora dos estúdios Abbey Road em 8 de agosto de 1969 por Iain Macmillan. A sessão de fotos durou dez minutos e foram feitas seis fotos. Paul McCartney escolheu a que achou melhor. A foto foi objeto de rumores e teorias de que Paul estaria morto, vítima de um acidente de moto em 1966. Apesar de ter sido apenas uma brincadeira e puro marketing do grupo, a "lenda" ainda é assunto de alguns beatlemaníacos. Na capa do LP, os Beatles estão atravessando a rua em uma faixa de segurança a poucos metros do Estúdio Abbey Road, e ficou marcada para sempre para muitas pessoas.

A foto conteria supostas "pistas" que dariam força ao rumor de que Paul estava morto: Paul está descalço, fora de passo com os outros, está de olhos fechados, tem o cigarro na mão direita, apesar de ser canhoto, e a placa do carro estacionado é "281F", supostamente referindo-se ao fato de que McCartney teria 28 anos se (if em inglês) estivesse vivo. (O "I" em "28IF" é realmente um "1," mas isso é difícil de se ver na capa. Um contra-argumento é que Paul tinha somente 27 anos no momento da publicação de Abbey Road, embora alguns interpretem isso como "ele teria um dia 28 anos se ele estivesse vivo".) Os quatro Beatles na capa, segundo o mito "Paul está morto", representariam o Padre (John, cabelos compridos e barba, vestido de branco), o responsável pelo funeral (Ringo, em um terno preto), o Cadáver (Paul, em um terno, mas descalço - como um corpo em um caixão), e o coveiro (George, em jeans e uma camisa de trabalho denim). Além disso há um outro carro estacionado, de cor preta, de um modelo usado para funerais. O homem de pé na calçada, à direita, é Paul Cole, um turista dos EUA que só se deu conta que estava sendo fotografado quando viu a capa do álbum meses depois.

Curiosidades

  • Durante as gravações de Abbey Road, o engenheiro de som Geoff Emerick fumava muito os cigarros da marca Everest. Por algum tempo, ficou decidido entre os Beatles que este seria o nome do disco.
  • Abbey Road é o álbum mais vendido dos Beatles.
  • Esse foi mais um trabalho dos Beatles envolvendo o polêmico número nove. Sintomaticamente encerrando a carreira dos Beatles (Abbey Road = 9 letras), segue a linha de "Revolution 9" e que depois seria retomada por Lennon em sua carreira solo, # 9 Dream, e em diversas outras citações do ex-beatle.
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terça-feira, 17 de junho de 2008

The Beatles - Yellow Submarine




Yellow Submarine

It's All Too Much

Hey Bulldog

All Together Now

All You Need Is Love


Yellow Submarine é do álbum, de uma das mais famosas canções dos Beatles e também de um desenho animado em clima psicodélico protagonizado pelo grupo. A história do filme se passa na cidade de Pepperland, quando os Blue Meanies atacam a cidade para acabar com o amor, a música e as cores. É quando os Beatles entram em ação a bordo do submarino amarelo para acabar com os maldosos azuis. O filme é recheado de músicas e cores e é considerado um marco na animação.

Sobre as Músicas.

  • Há somente quatro músicas inéditas do grupo no álbum: "Only a Northern Song" (Gravada durante as sessões do álbum "Sgt. Pepper's"), "All Together Now"(gravada em 1967), "Hey Bulldog" (gravada durante as sessões do single "Lady Madonna" no início de 1968) e "It's All Too Much" (também de 1967).
  • "All You Need Is Love" e "Yellow Submarine" já haviam sido gravadas e lançadas anteriormente respectivamente em um single de 1967, e Revolver.
  • As músicas de autoria do produtor George Martin foram gravadas por uma orquestra, são músicas instrumentais.
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segunda-feira, 16 de junho de 2008

The Beatles: The Beatles


The Beatles é o nono álbum oficial dos Beatles, epônimo, lançado em 22 de novembro de 1968. Também conhecido como álbum branco, pela sua capa totalmente alva, identificada apenas com o nome da banda em alto-relevo, inicialmente iria se chamar A Doll's House.

Segundo a Associação Estadunidense da Indústria de Discos, o álbum branco é o nono disco mais vendido em todos os tempos nos Estados Unidos. E foi eleito o décimo melhor disco de todos os tempos na Lista dos 500 melhores álbuns de sempre da Revista Rolling Stone, especializada em música pop.

Todas as faixas compostas por Lennon/McCartney, exceto onde indicado.

Disco 1

Lado A

  1. "Back in the U.S.S.R." – 2:43
  2. "Dear Prudence" – 3:56
  3. "Glass Onion" – 2:17
  4. "Ob-La-Di, Ob-La-Da" – 3:08
  5. "Wild Honey Pie" – 0:52
  6. "The Continuing Story of Bungalow Bill" – 3:13
  7. "While My Guitar Gently Weeps" (George Harrison) – 4:45
  8. "Happiness Is a Warm Gun" – 2:43

Lado B

  1. "Martha My Dear" – 2:28
  2. "I'm So Tired" – 2:03
  3. "Blackbird" – 2:18
  4. "Piggies" (Harrison) – 2:04
  5. "Rocky Raccoon" – 3:32
  6. "Don't Pass Me By" (Ringo Starr) – 3:50
  7. "Why Don't We Do It in the Road?" – 1:40
  8. "I Will" – 1:45
  9. "Julia" – 2:54

Disco 2

Lado A

  1. "Birthday" – 2:42
  2. "Yer Blues" – 4:00
  3. "Mother Nature's Son" – 2:47
  4. "Everybody's Got Something to Hide Except Me and My Monkey" – 2:24
  5. "Sexy Sadie" – 3:15
  6. "Helter Skelter" – 4:29
  7. "Long, Long, Long" (Harrison) – 3:03

Lado B

  1. "Revolution 1" – 4:15
  2. "Honey Pie" – 2:40
  3. "Savoy Truffle" (Harrison) – 2:54
  4. "Cry Baby Cry" – 3:02
  5. "Revolution 9" – 8:13
  6. "Good Night" – 3:11

História

Neste disco, ficou evidente o individualismo que cada um dos Beatles ia assumindo em suas respectivas vidas, e as diferentes opções artístícas que iam tomando em suas carreiras. Várias canções da dupla Lennon/McCartney já seriam claramente identificadas como composições individuais. Devido às individualidades, começou a se tornar notória a diversidade da produção musical do grupo.

Os Beatles começaram a gravar o álbum em 30 de maio de 1968, terminando somente em 14 de outubro do mesmo ano, nos estúdios da Abbey Road. A tensão entre o grupo era muito evidente. Parte dela era gerada pela presença constante no estúdio da mulher de John Lennon, Yoko Ono. John, por sua vez, envolvia-se cada vez mais com as drogas. Aproveitando-se disso, Paul McCartney tentava se impor como a figura líder do grupo. E ainda havia mágoas pela recente briga para ver quem seria o novo empresário do grupo, já que Brian Epstein havia morrido um ano antes.

George Harrison, por seu lado, queria uma participação maior nos álbuns dos Beatles, já que na época estava compondo mais. Um dos sintomas mais eloqüentes da então incompatibilidade entre os membros da banda, foi a decisão de Ringo Starr, que à certa altura das gravações acabou abandonando o grupo, alegando que seu trabalho era minimizado pelos outros três membros. Ele voltaria logo depois, a pedido de John, Paul e George.

Embora não façam parte do álbum, "Hey Jude" e "Revolution" foram gravadas na época, fazendo parte do compacto mais vendido dos Beatles.

George Martin, produtor dos Beatles, sugeriu que o álbum fosse reduzido, mas o grupo se recusou a isso. Mesmo assim, algumas músicas gravadas na época ficaram de fora do álbum, sendo lançadas mais tarde. Outras permaneceram inéditas.

Sobre as canções

Há várias referências pessoais nas canções do álbum. Algumas delas foram compostas pelos Beatles quando eles estavam fazendo meditação transcedental com o guru Maharishi Mahesh Yogiem Rishikesh, na Índia.

  • "Back in the U.S.S.R." de Paul McCartney foi gravada na época em que Ringo largou o grupo. Paul assumiu a bateria. A música é no estilo surf music dos Beach Boys e uma paródia à música de Chuck Berry, "Back In The U.S.A.".
  • A canção "Dear Prudence" foi composta na Índia por John Lennon, para animar Prudence, irmã de Mia Farrow, que fazia parte da troupe que por lá excursionava.
  • "Glass Onion" é uma música de John falando sobre fãs que tentavam descobrir mensagens subliminares nas músicas dos Beatles.
  • "Ob-La-Di, Ob-La-Da" é de Paul. John, George e Ringo ficaram cansados de tanto gravar esta música, que tomou cerca de 60 takes, a ponto de John declarar que odiava a canção. Se tornou primeiro lugar nas paradas de sucesso inglesas em uma regravação com o grupo Marmelade.
  • "Wild Honey Pie" foi composta e gravada somente por Paul.
  • "The Continuing Story Of Bungalow Bill" de John, trouxe a participação de Yoko Ono (mulher de John) e Maureen Cox (mulher de Ringo) na vocalização.
  • Esse álbum tem participação especial (rara para os Beatles) do guitarrista Eric Clapton, em "While My Guitar Gently Weeps". A canção é uma composição de George Harrison, amigo íntimo de Eric. Embora Eric tenha feito o solo de guitarra da música, seu nome não foi creditado no álbum.
  • "Hapiness Is A Warm Gun", de John, foi banida da rádio BBC devido ao seu apelo sexual.
  • "Martha My Dear", de Paul, foi feita em homenagem à sua cachorra. Contou com a participação de músicos de estúdio e de George Harrison no contra-baixo e John na guitarra.
  • "I'm So Tired", escrita na Índia por John, se refere ao cansaço causado pela meditação.
  • "Blackbird", balada de Paul, gravada somente por ele.
  • "Piggies", outra música de George Harrison, não contou com a participação de John na gravação.
  • "Rocky Racoon", de Paul, contou com a participação de George Martin no piano ao estilo de velhos salões do oeste americano.
  • "Don't Pass Me By" primeira composição de Ringo Starr a ser gravada pelos Beatles.
  • "Why Don't We Do It In The Road?" de Paul, só foi gravada por Paul e Ringo. Foi a primeira música a ser gravada que não contou com a participação de todos os membros do grupo.
  • "I Will" de Paul, escrita para Linda Eastman, que mais tarde se tornaria sua mulher. Foi a primeira música que Paul dedicou a ela. A música não contou com a participação de John e George.
  • "Julia" de John, dedicada a sua mãe. Somente John participou da gravação. Em 2001, Sean Lennon, filho de John, cantou a música no especial em homenagem a John, Come Together.
  • "Birthday" uma das últimas músicas que John e Paul colaboram juntos para a composição. Contou com a participação de Yoko Ono e Patti Harrison (mulher de George) na vocalização.
  • "Yer Blue" de John. John cantou a música no Rock and Roll Circus dos Rolling Stones junto a Eric Clapton e Keith Richards em 1968. Foi a única música dos Beatles que John cantou ao vivo no Festival de Toronto em 1969.
  • "Mother Nature's Song" composta e gravada somente por Paul. Paul declarou que compôs "Mother Nature's Son" lembrando-se de seus tempos de infância, quando ficava encantado ao passear com sua turma de classe pelos campos ingleses ouvindo o professor discorrer sobre as espécies de pássaros.
  • "Everybody's Got Something to Hide Except Me and My Monkey" de John.
  • "Sexy Sadie", fala sobre a desilusão de John pelo fato do guru Maharishi ter tentado seduzir Mia Farrow.
  • "Helter Skelter" foi uma tentativa de Paul gravar a música mais barulhenta que ele pudesse fazer depois de saber que o grupo The Who havia feito algo semelhante em "I Can See For Miles". Existe uma versão de 27 minutos que não entrou no álbum e continua inédita até hoje. Em 1987, o grupo irlandês U2 regravou a música.
  • "Long, Long, Long" de George Harrison.
  • "Revolution 1" é praticamente uma versão acústica da música "Revolution" que apareceu no compacto junto com "Hey Jude".
  • George compôs "Savoy Truffle" inspirado em uma caixa de bombons, especialmente para seu amigo Eric Clapton, doido por doces.
  • John baseou-se em histórias que ouvia quando era criança para compor "Cry Baby Cry"
  • Uma das maiores provas da pesença de Yoko Ono no álbum foi a música "Revolution 9". A música é uma colagem de sons que posteriormente se tornaria o estilo dos três primeiros álbuns experitmentais de John e Yoko. Paul foi o único beatle a não participar das gravações.
  • "Good Night", escrita por John para seu filho, Julian. Foi cantada por Ringo acompanhado em estúdio por uma orquestra e encerra o álbum.

Curiosidades

  • Charles Manson baseou-se em algumas canções do álbum para justificar uma série de assassinatos que praticou. Ele e seus seguidores invadiram casas de pessoas ricas em Los Angeles e cometeram chacinas escrevendo com sangue das vítimas o nome das músicas "Helter Skelter", "Piggies" e "Blackbird". Segundo ele, estas músicas previam o apocalipse e uma iminente guerra racial.
  • Várias músicas foram gravadas de forma acústica pelos Beatles na mansão de George Harrison em Esher, Londres. Estas canções fazem parte de vários álbuns bootlegs. Algumas foram posteriormente lançadas no álbum Anthology 3.
  • Músicas que ficaram de fora do álbum:
    • "What's the New Mary Jane" de John Lennon. Aparece no álbum Anthology 3.
    • "Not Guilty" de George Harrison, gravada por ele no álbum "George Harrison" de 1979. A versão dos Beatles aparece no álbum Anthology 3.
    • "Mean Mr. Mustard" de John, apareceu no álbum Abbey Road.
    • "Polythene Pam" de John, apareceu no álbum Abbey Road.
    • "Circles" de George, gravada catorze anos mais tarde em seu álbum solo "Gone Troppo" de 1982.
    • "Sour Milk Soul" de George, gravada por Jackie Lomax em uma sessão que contou com George na guitarra, Paul no baixo e Ringo na bateria.
    • "Junk" de Paul, apareceu em seu primeiro álbum solo "McCartney" de 1971.
    • "Child Of Nature" de John, apareceu em seu álbum solo Imagine de 1971 com outro título e outra letra, "Jealous Guy". A versão com a letra original pode ser encontrada em bootlegs.
    • "Hey Jude" lançada somente em compacto. A música é de autoria de Paul McCartney, e foi feita em homenagem ao filho de John Lennon, Julian Lennon, que na época convivia com o divórcio dos pais (John e Cynthia Powell).
    • "Revolution" fez parte do lado B do compacto de "Hey Jude", de autoria de John, é a versão mais rock da música.
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Lançamento: Judas Priest : Nostradamus (2008)


AHAHAHAHAHA!!!

Mais um lançamento exclusivo, o novo álbum do Judas Priest! E inteiramente grátis!

Nostradamus é um álbum conceptual da banda inglesa de heavy metal Judas Priest, lançado em 2008. É um álbum duplo centrado em torno do vidente e alquimista francês Nostradamus e é o primeiro álbum conceptual lançado pela banda.

Faixas

Todas as canções escritas por Rob Halford, K.K. Downing e Glenn Tipton.

CD 1
  1. "Dawn Of Creation"
  2. "Prophecy"
  3. "Awakening"
  4. "Revelations"
  5. "The Four Horseman"
  6. "War"
  7. "Sands Of Time"
  8. "Pestilence And Plague"
  9. "Death"
  10. "Peace"
  11. "Conquest"
  12. "Lost Love"
  13. "Persecutions"
CD 2
  1. "Solitude"
  2. "Exiled"
  3. "Alone"
  4. "Shadows In The Flame"
  5. "Visions"
  6. "Hope"
  7. "New Beginnings"
  8. "Calm Before The Storm"
  9. "Nostradamus"
  10. "Future Of Mankind"

Formação

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Ah... mudando de assunto... vou transmitir ao vivo os jogos do Grêmio(e de outro time se alguém quiser), e alguns documentários da programação da Sky... é que coloquei um ponto no meu quarto, e quero compartilhar... Vocês poderão assistir no portal do Fórum, quando não estiver fazendo upload vou estar transmitindo!

MassaRock!

Massaroca cada dia mais ROCK!

Episódio 22: Dia dos Namorados


Obi Wan Perobi diz:
Agora me deu vontade de escutar Velhas Virgens!

domingo, 15 de junho de 2008

The Beatles: Magical Mystery Tour




Magical Mystery Tour é a trilha sonora do filme homônimo estreado pelos Beatles em dezembro de 1967 no canal de TV britânico BBC. Lançado no dia 27 de novembro de 1967 no formato LP (Long Play) nos EUA, e no dia 8 de dezembro de 1967 no formato EP (Extended Play) duplo na Inglaterra. O resto do mundo seguiu o formato inglês.

História
Após o choque da morte de Brian Epstein, os quatro Beatles se reuniram no dia 1 de setembro de 1967 para traçar os rumos da banda. Decidiram seguir com o projeto "Magical Mystery Tour" e no dia 5 de setembro iniciam a gravação de I Am the Walrus. Este projeto geraria sete canções e um filme.
Com apenas seis músicas, a EMI decidiu lançá-lo no formato EP duplo, junto a um mini-livro de 28 páginas e com as letras das canções. A Capitol Records, gravadora responsável pelos lançamentos dos Beatles nos EUA, não achou conveniente este formato para o mercado americano e resolveu lançá-lo no formato LP. Para isso, concentrou todas as músicas do lançamento em EP no lado 1, e utilizou as cinco músicas lançadas durante o ano de 1967 com compacto simples no lado 2. O formato do lançamento inglês foi seguido pelo resto do mundo, inclusive no Brasil. O formato americano permaneceu inédito no mundo até novembro de 1976, quando atendendo a pedidos dos fãs foi editado na Inglaterra, e em seguida ao redor do mundo. Atualmente, este é o formato que prevalece.

A gravação

A gravação das músicas da trilha sonora do filme iniciou-se no dia 5 de setembro de 1967 com "I Am The Walrus" e estendeu-se até o dia 17 de novembro de 1967. Neste período, sete músicas forma gravadas ( as seis do EP, mais "Hello Goodbye" que junto com "I Am The Walrus" foi lançada como compacto simples no dia 24 de novembro de 1967).

As faixas dos discos


Edição LP (Long Play)

Lançado em 27 de novembro de 1967 nos EUA

Lado 1


Lado 2

Edição EP (Extended Play)
Lançado em 8 de dezembro de 1967 na Inglaterra EP 1
  • Magical Mystery Tour
  • Your Mother Should Know
  • I Am The Walrus
EP 2
  • The Fool On The Hill
  • Flying
  • Blue Jay Way

Sobre as canções

  • "The Fool On The Hill" foi composta por Paul McCartney, ela fala sobre um homem que é considerado bobo pelos outros. Segundo Alistair Taylor, um amigo de Paul, que o acompanhava durante uma manhã em Primrose Hill andando com sua cadela Martha, Paul notou que Martha havia desaparecido então ele olhou a sua volta e viu um homem de casaco de chuva, ao achar Martha o homem lhe falou sobre a vista da montanha, Paul então olhou a sua volta e ao olhar para o homem novamente ele havia desaparecido misteriosamente assim como havia aparecido.
  • Paul também escreveu "Hello Goodbye" que foi o lado A do compacto que trazia "I Am The Walrus" no lado B. John depois da separação do grupo disse que se sentia desconfortável porque suas melhores músicas foram lado B de músicas sem muito valor como neste caso.
  • "I Am the Walrus" também foi escrita por John durante uma viagem de ácido. Com letra sem sentido, foi feita para confundir pessoas que tentavam analisar suas músicas. Ao estilo psicodélico, tem um ritmo inspirado em uma sirene policial.
  • "All You Need is Love" foi escrita por John, foi apresentada na primeira produção transmitida ao vivo via sátélite (programa Our World) em 25 de junho de 1967. A transmissão foi feita para 26 países e atingiu 350 milhões de espectadores. Segundo George Martin a música era uma mensagem dos Beatles ao mundo que dizia que o "amor é tudo". Participaram do coro da música astros como Mick Jagger e Keith Richards (Rolling Stones), Marianne Faithfull, Eric Clapton, Keith Moon (The Who) e Graham Nash além de Mike McCartney (irmão de Paul), Jane Asher (namorada de Paul), Patti Harrison (mulher de George) entre outros.
  • "Flying" é um instrumental e foi a primeira música composta pelos quatro integrantes a ser gravada. A segunda seria "Dig It" do álbum Let It be. Se chamaria inicialmente "Aerial Tour Instrumental".
  • "Baby You're Rich Man" foi a primeira a não ser gravada nos estúdios da Abbey Road. Tem duas partes, uma escrita por John e outra por Paul que depois viraram uma música só.
  • "Blue Jay Way", George escreveu esta música enquanto esperava seu amigo Derek Taylor chegar em uma casa que ele, George, queria alugar na Los Angeles Street e que se chamava Blue Jay Way.
  • Embora tenham sido lançadas anteriormente ao álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (gravadas no final de 1966), as músicas "Penny Lane" e "Strawberry Fields Forever" entraram para o álbum Magical Mystery Tour. George Martin, o produtor dos Beatles, disse que este foi o melhor compacto feito pelos Beatles. "Penny Lane" é uma composição de Paul e fala sobre lugares de Liverpool, onde os integrantes dos Beatles nasceram. David Manson tocou trumpete na música, os Beatles lançaram um filme promocional da música que não foi filmado em Liverpool mas sim em Londres. "Strawberry Fields Forever" é um música de John no mais alto estilo psicodélico. Também traz um tema que remete a Liverpool, se referindo a lugares da cidade, "Strawberry Fields" era um orfanato em Liverpool onde John costumava brincar quando era pequeno.
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